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Entrar ou sair de Ste-Anne pela 40 te obriga a passar pela fazenda da McGill. E eu adoro passar por esses campos indo para o trabalho de manhã… no inverno, quando fica tudo branquinho; na  primavera quando tudo alaga e eu sempre me encanto quando vejo que as poças estão cheias de patos / gansos; no inicio do outono, quando a névoa encobre tudo, e agora, quando o milharal seco e o reflexo do nascer do sol deixam tudo com um dourado lindo demais.

Estava para tirar umas fotos do milharal há tempos, e ainda bem que nessa semana eu lembrei de pegar a câmera de manhã e parar para tirar pelo menos uma foto marromenos… ontem eu passei por ali e metade dos pés de milho estavam cortados… Ah, a sazonalidade!

:)

 

Fête Nationale…

Eu não estava planejando celebrar o St-Jean… Não por questões ideológicas, mas estou querendo deixar o cafofo nos trinks para a visita que chega em breve do Brasil, então passei o dia mexendo no apê, faxinando, instalando movéis, cortinas e tals… Masss, caindo a noite escuto música tradicional tocando lá fora e não consegui não dar um pulinho até o palco para prestigiar os artistas que vieram tocar mesmo com a chuva que caiu no fim da tarde.

Nina obviamente foi junto e se portou como a lady que é. :) A foto acima foi tirada enquanto cantavamos (eu só o refrão… hehe) Gens du Pays. Lindinha, né!

Pois bem, vi um grupo de dança e depois um de música tradicional chamado BardeFou. E vou dizer, a festança de Ste-Anne não é nada demais, se comparado com as celebrações no Parc Maisonneuve. Mas foi na medida.

E como voltei para casa quase que dançando e com vontade de ouvir mais música tradicional do Québec, fiquem com alguma das minhas favoritas do La Bottine Souriante.

Uma do BardeFou:

E pra terminar, o hino não oficial do Québec:

:)

* Não tenho ideia de quais são as músicas realmente tradicionais do tempo das filles du roi (ou dos imigrantes irlandeses, já que a música tradicional do Québec é muito influenciada pela música celta) e quais são mais recentes… o que me interessa é que não consigo não ficar quietinha enquanto ouço… Primeiro dá vontade de bater o pé, depois vontade de bater palmas e, até que surge a vontade de sair dançando!

Ça roule…

Fim de semana passado rolou aqui em Ste-Anne um festival de carros antigos, o Ça roule au bord de l’eau. Para quem gosta de carros antigos, é uma ótima pedida! O dia estava lindo e sofri um tiquinho por não poder ter visto mais…

Fiquem com fotenhas do que eu vi logo cedinho (acho que não cheguei a ver nem metade dos carros). Pelas fotos do site, o festival bombou!

:)

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O marché d’été começou ontem, para minha alegria! A variedade de legumes e verduras frescas ainda é bem pequena e a maioria dos produtores estava vendendo mudas. Eu particularmente ando tentada a comprar mudas de temperos… manjericão, alecrim, endro, tomilho, etc.

Lágrimas cairão dos meus olhos ao primeiro sinal dos tomates! E do milho. Ando com muita vontade de comer ambos (e não, os que são vendidos no mercado não são tão saborosos ;)

Não é fácil ser verde…

Haha… Na verdade aqui até que é! ;)

Hoje eu recebi um ‘bac brun’ da prefeitura de Ste-Anne.

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E para que serve um ‘bac brun’? Oras, para o lixo orgânico compostável! :D

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Junto com o bac, cada unidade do imóvel recebeu um ‘bac de cuisine’ com as instruções dos tipos de resíduos aceitos e dicas de como evitar os problemas mais comuns (odor, mosquitos, etc.).

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Eu ainda quero ter minha própria composteira (meus planos de ter uma nos fundos do quintalzinho foram pelo ralo quando um dos vizinhos foi contra), mas achei fantástico que as prefeituras daqui estão aderindo à compostagem.

Das pequenas alegrias de se morar aqui!

:)

-20˚C…

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Ou o dia em que um rio caudaloso começa a congelar…

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e em que eu fiquei toda encantanda com esse processo de congelamento.

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Ou o primeiro dia do ano em que eu tive que pensar muito bem no que vestir* antes de sair de casa para não interromper o passeio da Nina por conta do frio (vulgo ontem à noite – quando fazia uns -18˚C e eu sai de casa com uma calça de moleton, casaco não tão possante, camiseta e luvas e não aguentei dar a volta no quarteirão – e os quarteirões daqui são pequenos… acho 1/3 do tamanho médio de um quarteirão de Montréal).

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Ou o dia que eu confirmo que Ste-Anne-de-Bellevue é bem mais fria que Montréal (já suspeitava desde o verão por conta do vento frio, mas agora afirmo categoricamente que sinto mais frio aqui – não que isso seja um problema).

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Ou o dia que eu torço para a previsão do tempo estar errada. Prefiro os -20C aos +7C com 15/20 mm de chuva que estão previstos para amanhã…

IMG_0764Ou o dia em que eu constato que a Nina está tão doida para andar no rio congelado quanto eu!

:)

* Se alguém do Brasil estiver curioso pra saber o que eu vesti, lá vai:

– sous-vêtement que eu comprei no Brasil antes de vir pra cá (da marca Quechua, comprado na Decathlon, se alguém estiver vindo pra cá no inverno e interessado – confesso ainda não ter achado outro tão bom e barato por aqui, o que parece loucura e que pode provavelmente ser explicado pelo fato de eu ainda não ter procurado com afinco)

– jeans skinny

– meia de esqui de cano alto, por cima do jeans (acho fofo e uso sempre assim com skinny ou legging, já que fica muito mais fácil tirar o meião quente quando eu chego no trabalho)

– camiseta

– jaqueta de fleece

– o mesmo casaco curto (altura do quadril) e não tão possante de ontem (meu conceito de casaco possante é o que me permite sair só de camiseta em dias com temperatura de -20C)

– luvas duplas (normalmente prefiro mitaines, mas como queria fotografar e continuar com os deditos quentinhos, optei por uma que eu devo ter comprado na decathlon também, de fleece por fora e um forro fininho por dentro)

– gorro

– fone de ouvido fazendo as vezes de cache oreille

– bota (não a de neve pq não está nevando)

Senti desconforto no rosto em horas de muito vento, mas fora isso andamos eu e Nina por quase 2 horas sem pressa e sem entrar em lugar aquecido, numa boa.