Ah, les temps des sucres…

A primavera definitivamente não é minha estação favorita… especialmente aqui no Québec, onde ela é curta demais, indecisa demais, chuvosa demais… e março também não é dos meus meses favoritos. Mas uma das coisas que eu amo fazer todos os anos nessa época é sair da cidade, ir até uma cabane à sucre e encher o bucho de comida pesada regada à maple syrup.

Depois de ter ido nos dois últimos anos à ‘Sucrerie de la Montagne‘ (ainda suuuper recomendo!), a escolhida desse ano foi a ‘La Branche‘ em St-Isidore. Comida boa, ambiente gostoso, e a promessa de voltar lá no outono pra mais uma sessão de comilança, dessa vez, regada de cidra, vinho e colheita de maça. <3 Ah, a sazonalidade!!

Detalhe interessante dessa região são as fazendas eólicas, que eu achava que só existiam na Gaspesie… Foi uma surpresa quando passei sem querer por elas no verão passado indo para a casa de uns amigos. E hoje elas deram um charme extra no caminho até a cabane. Na volta o tempo fechou e a foto acima comprova que mal dava pra ver qualquer coisa. Ah, a primavera no Québec! Me lembrem de voltar num dia ensolarado para tirar mais fotos!

:)

Embalou o post:

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O que eu andei fazendo nas férias…

Hey peeps!

Fim de ano… férias coletivas na empresa… primos do Brasil (tecnicamente primo e a noiva que eu não conhecia) me fazendo uma visitinha… melhor hora para curtir a região no inverno, não? Siiimmm! Entonces, e considerando que o prejetenho fotográfico do Rotaroots de janeiro tem o tema ‘Minhas Férias’, fiquem com algumas fotenhas do que nós andamos fazendo por aqui.

Um fim de semana no chalézin pra curtir a natureza e aprender snowboard em Mount Orford… (confesso que a falta de neve foi um pouco decepcionante… mas o chalé em si é ótimo. E a companhia também foi das boas! E eu finalmente fiz minha primeira aula de snowboard!! E amei. E já repeti! Voltando ao chalé, super recomendo e pretendo voltar. Inclusive visitar outros parques…  Ponto pro Sépaq!)

Uma paradinha em Chambly na volta (Me lembrem de voltar no verão! Festival e museu da cerveja, baby!). Como sempre, todas as cidadezinhas do Québec são fofas, não seriam cidadezinhas do Québec se não fossem fofas. ;)

Patinação no Vieux Port.

E no Parc Mont Royal.

E passear pelo  Mont Royal depois de uma tempestade de verglas. Por incrível que pareça, não estava tão ruim assim andar pelo parque… E não, não estavamos de patins.

Visitinha ao Parc Jean Drapeau.

E ao estádio Olímpico.

E a Ottawa.

E a Québec.

E visitamos museu lotado.

E fizemos anjos de neve. Pena que não caiu neve boa para fazer bonecos!!

E comilança de poutine. E comilança com amigos.

Foi bom. Quero mais. E estou com saudades dos primos.

:)

Chocolat Favoris…

A National Geographic publicou uma lista chamada ‘Canada’s 50 Places of a Lifetime‘ e Québec está entre eles… o que achei legal é que um dos passeios que eu fiz com a Amiga nas férias (e que eu queria comentar aqui) está na lista.

Então, se você gosta de sorvetes, pegar a balsa até Lévis e tomar um sorvete delicioso (e comprar uns docinhos também) no ‘Chocolat Favoris’ é uma obrigação!! Bonus points se você for no fim da tarde… Olhem a vista horrível da balsa:

A primeira pessoa que e falou dessa sorveteria foi um colega de trabalho e ele foi tão enfático no ‘você TEM que voltar a Québec no verão para tomar o sorvete do Chocolat Favoris… a escadaria é enorme, você provavelmente vai se perder para chegar até lá, mas vale a pena’ que não quis perder a oportunidade. E realmente, a escadaria fez meu joelho tremer, é fácil de se perder, mas o sorvete, e o chocolate, e os docinhos que pegamos para nos distrair na viagem de volta, compensaram!!

foto roubada da amiga… esse é o ‘pequeno’!

Para saber mais:

Chocolat Favoris

32, Ave. Belgin – Lévis

:)

Ça roule…

Fim de semana passado rolou aqui em Ste-Anne um festival de carros antigos, o Ça roule au bord de l’eau. Para quem gosta de carros antigos, é uma ótima pedida! O dia estava lindo e sofri um tiquinho por não poder ter visto mais…

Fiquem com fotenhas do que eu vi logo cedinho (acho que não cheguei a ver nem metade dos carros). Pelas fotos do site, o festival bombou!

:)

Le temps des sucres…

IMG_2025Como eu tinha mencionado, semanas atrás eu e um grupo de amigos fomos a uma Cabane à sucre para encher o bucho, de érable principalmente.

A escolhida dessa vez foi a ‘Sucrerie de la Montagne’ em Rigaud. E eu super recomendo!!

Comida deliciosa…

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Entrada: sopinha de ervilha e pão assado no forno de pedra…
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Prato principal (servido à vontade, diga-se de passagem): boulettes, omelete, o típico feijão, salsichas, presunto defumado, purê de batata e torta de carne. E bacon. E uma dose de sirop d’érable por cima. Achei que faltaram as oreilles de crisse (vulgo torresminho), mas depois de tanta carne a gente acaba esquecendo do detalhe…
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Sobremesa: panquecas e tarte au sucre. Me arrependi de ter focado no salgado, porque essa torta é boa demais! Diria até que foi a melhor tarte au sucre que eu já comi. Tão boa que penso em ir até lá comprar uma… rsrs

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O ambiente é super charmoso… a sucrerie é super antiga (se não me engano, tombada como patrimônio do Québec) e o restaurante é cheio de antiguidades e datalhezinhos fofos.

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E como esse é o tipo de programa ‘família’, o local estava cheio de crianças. Acho incrível o poder de atração que uma montanha de neve exerce sobre elas.

Enfim, foi um dia delicioso!

:)

 

Mont-Mégantic, ou de como eu perdi uma aurora boreal…

Hey peeps!

No último fim de semana fiz algo que não fazia há muito tempo… Acampei!!

Minha casa…

Acho que quase todo mundo sabe que acampar é algo muito comum para os canadenses… e, por consequência, essa terra é muito bem servida de locais para tanto… E não falo apenas dos parques nacionais ou provinciais! Definindo um local, é certeza que existirá pelo menos um camping privado nas redondezas…

Bão, minha vontade de conhecer o Mont-Mégantic já vinha de longa data… não lembro exatamente onde, mas li sobre o observatório, os tours noturnos para ver as estrelas e já foi o suficiente para entrar na minha lista de ‘lugares do Québec a serem conhecidos’. E o útil uniu-se ao agradável quando amigos comentaram que iriam acampar lá… o resto é história… :)

Vou dizer, acampar no Québec (e no resto do Canadá e provavelmente nos EUA também) é super tranquilo… infra muito boa – ficamos num camping com água mas sem energia elétrica, com banheiros/chuveiros próximos, e, sendo honesta, poderia ter ficado bem mais tempo por lá… Afinal, olhem só o vistão (um pouco prejudicado por conta de uma inversão térmica):

O parque é enoooorme e o setor que ficamos (Franceville) é mais afastado da parte (que eu considero) mais legal do parque: o Mont-Mégantic e o Mont-Saint-Joseph. Não deu tempo de subir o Mégantic :( pois as trilhas de acesso são difíceis (faltou preparo da nossa parte) e o acesso de carro é mais restrito, mas ter subido o St-Joseph já valeu!! (Disclaimer: fomos ao topo de carro, hehe, para subir qualquer uma das montanhas é necessário ir preparado para uma trilha de 3 a 5 horas, nível difícil…

Masss, existem várias outras trilhas tranquilas, com riozinho de água gelada para refrescar o calor da muléstia…

Enfim, foi um fim de semana agradabilíssimo!!

E só não foi melhor por conta de quatro pequenos detalhes e um grande:

1) Os mosquitos;

2) Esqueci meu casaco e passei frio na primeira noite;

3) Não vi o ours noir que cruzou a estrada;

4) Não vi o observatório no Mont-Mégantic;

E o maior detalhe de todos:

Perdi uma grande oportunidade de ver uma aurora boreal… Sim, uma AURORA BOREALIS estava rolando no horizonte e eu NÃO VI!!!

Explicando: existem 2 opções de atividades noturnas de observação de estrelas, uma no observatório no topo do Mont-Mégantic com direito a apreciação do por-do-sol e tudo o mais (a reserva tem que ser feita com muuuita antecedência – perdemos) e uma no ASTROLab na base. Bom, durante a apresentação, um dos guias disse que as chances de ver uma aurora eram boas (eu não botei muita fé, afinal estamos no verão = 1˚ erro)… depois de muito ver estrelas (vários telescópios são montados no exterior, fora que a região é fantástica para observar o céu a olho nu), fomos embora (2˚ erro – se há previsão de aurora tem que ficar de olho até o amanhecer).

Isso eu só fui ver ao chegar em casa (o sinal de celular no parque é muito ruim), mas vamos aos fatos:

– saímos umas 23h e pouco do ASTROLab.

– o status no facebook, postado uns minutos depois:

– e as fotos (também retiradas da página do ASTROLab no facebook):

Acho que não preciso falar mais nada… eu estava com a faca e o queijo na mão e perdi!!! :((((

Mas, apesar de estar chateada, não estou tão chateada assim…

Mont-Mégantic não é  tão longe de Montréal, então eu sei que outras oportunidades hão de surgir!

:)

Ottawa, de novo…

Pois é… dei um pulinho rápido (demais) em Ottawa ontem com o intuito de curtir um pouco a cidade…

Fazia tempo demais que eu não passava por lá (ultima vez no Canada Day, ou seja, quase um ano atrás!!) e, sempre que eu vou, volto com a vontade de ficar mais para conhecer mais.

Ter tempo de ir nos museus…

De não ir num feriado para conseguir fazer o tour do Parlamento e subir a Peace Tower…

E de, quem sabe, alugar uma bike e fazer uns tours pela Capital e por Gatineau (especialmente pelo Parc de La Gatineau)…

No fim das contas, acabei indo no último fim de semana do Festival das Tulipas. Se no ano passado eu vi muito botão por conta da primavera mais devagar, a primavera deste ano fez as tulipas florescerem mais cedo… ou seja, tinha muito disso:

E disso:

E disso:

Acho que no post que eu fiz ano passado sobre o festival eu não mencionei que, apesar de amar tulipas, não acho o festival aqueeeela brastemp… No meu imaginário, Ottawa ficava tomada por tulipas nessa época, e não é bem assim. Acho que ir numa plantação de tulipas me traria mais encantamento. Resumindo a minha opinião sobre isso, se há a oportunidade de visitar Ottawa durante o festival, eu vou feliz da vida, mais por Ottawa do que pelas tulipas…

E para terminar, uma fotenha de Maman…

:)

Um pequeno guia para ver auroras boreais (parte 1)…

Calma calma, minha gente…

Eu não vi uma aurora boreal – ainda – mas não sei se vocês lembram de eu ter comentado de uns amigos que estavam por aqui… pois é… eles viram! Me passaram as dicas… e deixaram eu publicar aqui no blog… então… lá vai!

Mas antes de começar, tenho que dizer que os amigos estiveram por aqui em janeiro/fevereiro (estou atrasadíssima, eu sei), foram para o norte do Québec e Fort McMurray, AB, viram aurora em ambos os locais e eu vou tentar fazer um apanhado da experiência deles…

1) Por onde começar…

Bão… acho que o primeiro ponto importante é citar os condicionais para se ver uma aurora:

A) Explosões solares

B) Céu limpo

C) Noite – de preferência sem ser lua cheia e  longe de luzes artificiais da cidade

O segundo ponto importante (senão óbvio) é dizer que caçar auroras boreais é algo bem imprevisível… Exemplo dos amigos: eles decidiram voltar do norte do Québec depois de terem visto uma aurora bem marromenos e levando em conta que a previsão estava bem ruim…  quando estavam no meio do caminho, me acontece isso no Valentine’s Day – auroras fantásticas sem nenhum registro de explosão solar… #falaserio

Para saber como andam as previsões de explosões solares tenho o seguinte site como indicação: Aurora Forcast do Geophysical Institute da Universidade do Alaska. Ele é fantástico! Para entender um pouco, vejam o printscreen que eu fiz da previsão de hoje do dia 11 de março (viram como eu estou atrasada com o post? hehe):

A intensidade das auroras é medida de 0 a 10 – sendo que 3, 4 e 5 são considerados bons… os amigos viram a marromenos quando a previsão era 3, com lua cheia, e as fantásticas com 4 e céu não tão limpo… Hoje  no dia 11 de março, com intensidade 5, as cidades dentro da faixa verde poderiam ver as auroras no meio do céu e as cidades entre a faixa e a linha verde poderiam ver auroras no horizonte.

O ponto negativo é que a previsão é de apenas alguns dias (meio óbvio também, né?). Ou seja, para quem está longe (e para quem está perto também) caçar auroras pode ser uma verdadeira furada… E boa parte da razão de ser uma furada tem a ver com as cidades onde é mais fácil ver a aurora aqui no Canadá.

2) Onde ver 

Bom, as cidades canadenses onde a previsão de auroras é normalmente boa – Yellowknife (Northern Territories), Fort McMurray (Alberta), Gillam (Manitoba), Labrador City (Labrador) + Matagami e Chisasibi (Québec) – são pequenas, no meio do nada, com acesso difícil (mas não impossível) ou caro (principalmente para quem está no Brasil)… Confesso que, se eu estivesse no Brasil (e tivesse $$$$), iria ver as auroras em Tromso na Noruega ou em Reykjavic na Islândia… massss como estou no “true north, strong and free”, vou dar uma passada rápida nas opções daqui – a lista está na minha ordem pessoal de preferência:

(a lista fica para o próximo post… se eu não dividir isso em partes, nunca termino, e consequentemente nunca publico… hehehe)

:)

Sainte-Adèle

Hey peeps!

Nada como começar o ano com passeios, neam??

O de hoje foi até Ste-Adèle… uma cidadezinha très charmante nos Laurentides… perto de Val-Morin, entre Montréal e Mont-Tremblant.

A última vez que peguei essa estrada foi no verão e, perdoem-me pelo chavão, mas gente, que diferença!!  Quilômetros de estrada cheio de pinheiros chapiscados de branco… as montanhas branquinhas… me apaixonei por tudo novamente!

Sério… quanto mais me afasto do centro de Montréal (e da ilha de Montréal em até certo ponto), mais vontade eu sinto de morar longe do centreville “extendido” (eu tenho ampliado o conceito de downtown/centreville para toda a região servida por ou muito próxima do metro) e de Montréal, inclusive… tenho achado tudo nessa região “overrated”, para o meu gosto, meu bolso e meu estilo de vida atual… mais sobre o assunto num post futuro? Talvez…

Bom, voltando ao passeio… Ste-Adèle é muito, mas muito, fofa!!! (acho que toda a região dos Laurentides é fofa… um nível de fofura Zooey Deschanel… hehehe)

Casinhas lindas nas montanhas… um lago congelado…

onde dá para fazer muita coisa legal… de patinação ao eski de fond ao esquibunda…

Infelizmente eu não fui preparada para fazer absolutamente nada… então não fiz mais do que apreciar a paisagem (infelizmente com muita neblina), tirar umas fotos, e fazer planos de voltar, ainda no inverno, mas num dia com aquele ceuzão azul para apreciar toda a beleza do lugar (e fazer muuuito esquibunda!!! hahaha).

:)