O que eu andei fazendo nas férias…

Hey peeps!

Fim de ano… férias coletivas na empresa… primos do Brasil (tecnicamente primo e a noiva que eu não conhecia) me fazendo uma visitinha… melhor hora para curtir a região no inverno, não? Siiimmm! Entonces, e considerando que o prejetenho fotográfico do Rotaroots de janeiro tem o tema ‘Minhas Férias’, fiquem com algumas fotenhas do que nós andamos fazendo por aqui.

Um fim de semana no chalézin pra curtir a natureza e aprender snowboard em Mount Orford… (confesso que a falta de neve foi um pouco decepcionante… mas o chalé em si é ótimo. E a companhia também foi das boas! E eu finalmente fiz minha primeira aula de snowboard!! E amei. E já repeti! Voltando ao chalé, super recomendo e pretendo voltar. Inclusive visitar outros parques…  Ponto pro Sépaq!)

Uma paradinha em Chambly na volta (Me lembrem de voltar no verão! Festival e museu da cerveja, baby!). Como sempre, todas as cidadezinhas do Québec são fofas, não seriam cidadezinhas do Québec se não fossem fofas. ;)

Patinação no Vieux Port.

E no Parc Mont Royal.

E passear pelo  Mont Royal depois de uma tempestade de verglas. Por incrível que pareça, não estava tão ruim assim andar pelo parque… E não, não estavamos de patins.

Visitinha ao Parc Jean Drapeau.

E ao estádio Olímpico.

E a Ottawa.

E a Québec.

E visitamos museu lotado.

E fizemos anjos de neve. Pena que não caiu neve boa para fazer bonecos!!

E comilança de poutine. E comilança com amigos.

Foi bom. Quero mais. E estou com saudades dos primos.

:)

‘Minha vida, meus mortos, meus caminhos tortos…

Pois é… pela segunda vez recebi o tipo de notícia que nenhum imigrante quer receber… a de que algum familiar próximo faleceu…

Meu tio Idelberto (o avô da Gabi, e, além de ‘n’ qualificativos que faziam dele um homem exemplar, foi uma figura paterna super importante na minha vida) faleceu ontem. Cancer. Já fazem alguns meses que soube que ele estava doente, e que as chances de cura eram praticamente nulas. Me preparei. Mas mesmo todo o preparo não impede o nosso coração de ficar apertado. Do tamanho de uma uva passa.

Ter ouvido os Beatles cantar ‘don’t you know it’s gonna be alright’ no rádio a caminho de casa ontem trouxe um tiquinho de conforto…

Ter visto o pôr-do-sol…

E nuvens bonitas também…

Mas vou confessar, estar longe faz a ficha demorar a cair. A ausência é sentida de forma diferente. Não vou ter que me acostumar com a poltrona sem seu dono… ou com  cadeiras vazias nos almoços de domingo… E certeza que eu vou precisar lembrar constantemente que meu tio não está mais vivo e não simplesmente de férias prolongadas por aí (isso acontece com a Gabi direto, vejo uma foto e depois vem o click de ela se foi). E, sofredora por antecedência que sou, já previ até a situação: visitando a casa dos meus tios no Brasil, perguntar por ambos: ‘ué, cadê o tio?’ ‘e a Gabi, quando vem pra cá?’…

…Meu sangue latino

minh’alma cativa’

:(

Hoje recebi a primeira notícia ruim da família no Brasil… minha prima Gabrielle, de 13 anos, faleceu… uma hepatite autoimune que se agravou rapidamente (pelo que entendi, o único sintoma inicial – icterícia – comecou há uns 20 dias)… e eu nem estava sabendo que ela estava doente…  :(

Eu, que achava que a primeira notícia dessas seria sobre a minha avó, afinal a vecchia já está com os seus 100 anos, estou arrasada com o tudo isso… pela primeira vez desde que cheguei, deu vontade de estar no Brasil…

E se, normalmente, eu aceito muito bem a morte… morte de criança (sim, pq ainda vejo ela como criança) é dificil de digerir…

Não vou pegar o primeiro vôo rumo ao Brasil… queria apenas ter podido dar um beijo nela viva, ter erguido ela alto (mesmo ela já enorme eu ainda mantia nossa tradição, em detrimento das minhas costas… hehehe) e ouvir ela me chamar de ‘primona’ (nos meus 1,70m, isso diz muito sobre a baixa estatura da família)…

Hoje o meu coração partiu um pouquinho…

:(

E meu coração partiu um pouquinho…

Quando o Dudu, essa coisa delícia, pediu para minha prima, a mãe dele, me escrever e pedir para eu ir brincar com ele “rapidinho”…

Como fazer uma criança entender?? Nessas horas queria estar um pouco mais próxima dos meus pequenos queridos…

Se eu pudesse, brincava com o Dudu um dia inteiro!! Como eu adoro crianças! E como eu tenho sentido falta de ter crianças por perto para brincar!! Às vezes acho que deveria estar trabalhando numa garderie…

:)