E deu-se início à era das tapiocas no café da manhã…

… depois de anos frustrada por não conseguir acertar a receita!!

Antes de imigrar tentei aprender com a Tia que faz as tapiocas perfeitas. Quando cheguei, e a larica bateu, vi alguns vídeos no Youtube, tentava fazer, mas sempre errava o ponto da massa… até que um dia vi o vídeo com a receita no canal de um casal de amigos e finalmente consegui acertar, e acertar, e acertar. Hoje eu me considero proficiente na arte de fazer tapioca e as bichinhas ficam igualzinhas as da minha Tia! Nham, nham, nham!!

E como o que é bom deve ser compartilhado, deixo o vídeo aqui para os perdidos como eu com larica de comer tapioca:

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Temps des sucres…

Independentemente da primavera estar teimando em não chegar, já dei início aos trabalhos primaveris indo a uma cabane à sucre (e, sendo honesta, comendo tires d’érable aqui e ali).

A escolhida foi a mesma do ano passado. E como no ano passado, comi até o estômago não poder mais dilatar. Comer numa cabane à sucre não é para os fracos! Entre a comida ser à vontade e ser pesada, impossível não terminar uma refeição querendo ir direto pra cama tirar uma sonequinha digestiva.

Espero conseguir ir em mais uma esse ano para poder comparar. Adoro a Sucrerie de la Montagne, mas não duvido que existam outras por aí ainda mais gostosas.

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E por falar em fazenda da McGill…

Já devo ter falado por aqui, mas nunca é demais ressaltar que os alunos administram uma horta orgânica fantástica, com produtos de ótima qualidade. Pontos de venda incluem: um stand no próprio campus Macdonald, no Marché Ste-Anne, e também vendem no Farmer’s Market da McGill no centro de Montréal.

Para saber mais sobre esse projeto bacana:

McGill, Macdonald Student-run Ecological Gardens

– MacGill Farmers’ Market Blog

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Chocolat Favoris…

A National Geographic publicou uma lista chamada ‘Canada’s 50 Places of a Lifetime‘ e Québec está entre eles… o que achei legal é que um dos passeios que eu fiz com a Amiga nas férias (e que eu queria comentar aqui) está na lista.

Então, se você gosta de sorvetes, pegar a balsa até Lévis e tomar um sorvete delicioso (e comprar uns docinhos também) no ‘Chocolat Favoris’ é uma obrigação!! Bonus points se você for no fim da tarde… Olhem a vista horrível da balsa:

A primeira pessoa que e falou dessa sorveteria foi um colega de trabalho e ele foi tão enfático no ‘você TEM que voltar a Québec no verão para tomar o sorvete do Chocolat Favoris… a escadaria é enorme, você provavelmente vai se perder para chegar até lá, mas vale a pena’ que não quis perder a oportunidade. E realmente, a escadaria fez meu joelho tremer, é fácil de se perder, mas o sorvete, e o chocolate, e os docinhos que pegamos para nos distrair na viagem de volta, compensaram!!

foto roubada da amiga… esse é o ‘pequeno’!

Para saber mais:

Chocolat Favoris

32, Ave. Belgin – Lévis

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As receitas da minha mãe…

Amo minha mãe… todo mundo sabe disso. Mas, o que a véia tinha de mão boa na cozinha, ela não tinha para colocar as suas receitas no papel. As receitas dela que eu tento fazer quase nunca dão certo (parte da culpa pode ser dos ingredientes, afinal, nem tudo a gente encontra exatamente igual ao do Brasil – mesmo a farinha de trigo, a daqui eu acho um pouco mais ‘densa’, deixa sempre a massa mais pesada), e se antes eu achava que o problema era todo meu, hoje tenho certeza que boa parte da culpa é da própria receita.

Neste exato momento tento assar uma torta de liquidificador, receita fácil e rápida que minha mãe sempre fazia, e que eu nunca tinha tentado fazer sozinha… Taqueupa, que nervoso! Várias medidas em ‘colheres’ (que tipo!?) e pra terminar um ‘asse até dourar’ (quanto tempo? que intensidade?). Realmente espero que essa torta fique boa, afinal, estou contando com ela para o lanchinho da semana…

Pra terminar o desabafo, deixo meu conselho para as mães e futuras mamães prendadas na cozinha e que querem deixar um livro de receita pros filhos: escrevam suas receitas com o máximo de detalhe possível, especialmente as quantidades e tempo de preparo. Os filhotes agradecem!

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Fleur d’ail, pesto, etc…

Com esse hábito de ir ao marché fermier todos os sábados, eu acabo sempre descobrindo alguma coisa nova… Normalmente começa comigo encontrando um produto desconhecido e perguntando para o vendedor o que é. Depois de uma longa explicação sobre o que é aquilo, quais as utilizações e algumas receitas (quem precisa de google quando se tem o fazendeiro!? hehe), normalmente acabo levando uma porção para experimentar.

A mais nova descoberta foi a fleur d’ail – ou garlic scape em inglês (procurei pelo equivalente em português, não encontrei). É o broto do alho, que é cortado para que o bulbo se desenvolva mais rápido. Tem um sabor muito próximo do alho, mas é mais delicado, mais verde… Infelizmente a temporada é curtíssima, umas três semanas, começando em meados de junho.

E com algumas opções do que fazer com ele (usar cru em saladas, grelhar, aromatizar azeite) resolvi fazer molho pesto, afinal, meus pés de manjericão estavam pedindo para serem aparados! hehe E vamos combinar que molho pesto é a cara do verão: fácil, rápido, leve, manjerição abuntante nos mercados (ou no vaso), enfim… é uma das minhas jantas favoritas de agora até setembro.

O primeiro pesto que fiz na vida foi seguindo a receita do Panelinha, com nozes já que o preço do pinoli no Brasil é abusivo. Mas hoje faço ‘no olho’… E para o pesto com ‘fleur d’ail’ eu substitui 100% do alho pela ‘fleur’. A primeira receita foi com pinoli. Ficou tão bom que quis repetir no dia seguinte… desta vez com amêndoa e pistache já que o pinoli tinha acabado. Ficou mó bão também!!

E tudo isso exemplifica o quanto eu tenho orgulho de mim mesma por estar vencendo meus enjoamentos no quesito comida e saindo da minha zona de conforto alimentar para a experimentar o diferente. Isso não é algo que aconteceu por conta da imigração, já vinha do Brasil, mas ter vindo parar num lugar novo tem ajudado muito!

;P

A (Personal) Day in the Life…

Hey peeps!

Eu adoro tirar um ‘personal day’ não só para resolver coisas irresolvíveis fora do horário comercial, mas para curtir um pouco o dia… E como bati muita perna, e fiz um cirquitinho bem gostoso, fiquem com algumas fotenhas…

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O dia começou no trem…

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Como eu gosto de ser breguinha e de abraçar clichês, resolvi usar uma sapatilha azul com estrelinhas brancas na entrevista para o visto dos EUA (o motivo para o personal day)…

IMG_4662Visto concedido (yay! mais sobre o assunto em outro post), hora de bater perna. Resolvi almoçar em Chinatown e ver os gatinhos do Jazz Fest me deixaram super animada para o show da Feist desta sexta!

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Depois de subir até o Plateau e com o destino final na cabeça, resolvi fazer um pit stop no Parc Lafontaine. Acho que faz mais de 1 ano que eu não passava por lá!!

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Resolvi descer a Rue Amherst e fiquei um tanto surpresa com as coisas legais que existem por lá… vários antiquários (mobília dos anos 50, principalmente), esse edifício Art Deco lindo que abriga o Marché St-Jacques (antes o marché publique mais antigo de Montréal, hoje um marché privé cheio de lojinhas bacanas no térreo e futuramente serão construídos condos nos andares de cima), cafés e restaurantes…

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Bem que eu queria comprar esse rabo de gato… logicamente lembrei que ainda tinha que andar um bocado e pegar trem…

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E finalmente cheguei no destino final! Um café super charmoso e delicioso chamado De farine et d’eau fraiche, que estava na minha lista de lugares a ser visitados. Eu estava com altas expectativas e não me decepcionei. Tomei um Latte Lavande e estava di-vi-no! Fora que o ambiente é super gostoso, atendimento simpático, enfim, super recomendo!!

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E descobri que aqui, língua de gato não é de chocolate… E vou dizer, foi difícil escolher apenas um docinho para acompanhar o café…

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E, já que meu tour acabou no Village, nada como terminar o post com uma fotenha cliché dos balões rosa que enfeitam a Ste-Catherine todos os anos… E enquanto eu tirava as últimas fotos, não tive como não me sentir grata por morar aqui. Cidade boa para bater perna e cheia de coisas a descobrir (ou redescobrir).

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