Aracnofobia…

Meu terraço está tomado por aranhas…

Uma daquelas coisas que ninguém te conta quando você se muda pra essas terras do norte é que os insetos daqui são um tanto quanto diferentes… uns tem um quê meio pré-histórico… as moscas são só cabeça e olhos… as picadas dos pernilongos doem muito mais (mas eu não sou alérgica aos daqui então acho que estou no lucro)…  algumas abelhas tem um amarelo quase fluorescente (às vezes me pergunto se não é mutação por anos em contato com pesticida :P)… e as aranhas, as aranhas são enormes (se comparada com as aranhas de jardim super mequetrefes que habitavam minha casa em São Paulo) e muito mais numerosas, em quantidade e espécie…

 Mas se o título desse post é aracnofobia, eu não me considero necessariamente uma pessoa que tem horror a aranhas – cheguei bem perto delas para tirar fotos e não tive taquicardia ou algo do gênero. Eu simplesmente não consigo matá-las… penso na gosma que eu vou ter que limpar, penso que elas são ótimos agentes de controle de insetos, e acabo por desistir dos meus instintos assassinos. Me contento em remover teias e tá ótimo.

Só que passei algum tempo sem sair no terraço e as aranhas (e as teias) tomaram conta… e com tanta teia para tirar, e aranha que vai ser relocada a força, me pergunto se elas não vão fazer um motim digno de filme, pular em mim… me picar… talvez o terraço possa ser delas… talvez eu sofra de aracnofobia…

:)

Tu dors Nicole…

Hey peeps!

O Rotaroots está com uma proposta de blogagem diária no mês de agosto e, como eu já sei que vou furar se eu aderir (vulgo, já não postei nos dois primeiros dias), estou me propondo passar mais por aqui… como sempre, estou com trocentas ideias de coisas para compartilhar, mas no sábado, ao assistir um filminho québécois muito do bão, percebi que fazia tempo que não falava do cinema canadense (ou québécois) por aqui e achei que seria um bom ponto de partida rumo às postagens frequentes!

Em geral, tenho que confessar que assisto muito pouco do cinema local, ou talvez menos do que eu poderia. Tenho alguns diretores locais favoritos (Xavier Dolan e Denis Villeneuve, por exemplo), e tento assistir os novos filmes deles, mas dificilmente saio a procura de filmes québécois para assistir (‘shame on me!’). E aí que um tempo atrás me deparei com esse post do blog Mulher no Cinema (blog bonzão, by the way) com uma lista de filmes para serem assistidos no festival de cinema québécois que estava acontecendo em São Paulo à época.

O primeiro pensamento foi de ‘shame on me! 2′ porque foi preciso de um blog brasileiro, sobre uma mostra de cinema em São Paulo, para eu sentir o chute no traseiro e querer ver mais filmes do Québec. Depois do chute dado, post compartilhado com os amigos de SP, listinha feita dos filmes que já estão disponíveis na biblioteca, foi dado início a uma mini maratona da nova safra de filmes locais.

E ‘Tu dors Nicole’ (em português ‘Durma, Nicole’) foi uma escolha sazonalmente interessante, afinal, o filme se passa durante uma canicule e acabamos de passar por uma onda de calor nessa semana. E vou dizer que quem assiste consegue sentir a canicule na cinematografia – tudo é devagar… os movimentos de câmera, a composição de cena com espaços enormes, os planos que parecem demorar um pouco mais pra acabar… enfim, eu me identifiquei com a leseira.

E a canicule também se reflete na morosidade da vida de Nicole, uma garota de 22 anos que terminou os estudos, mora com os pais (que estão passando o verão fora de casa) e tem um menial job – não gosto de usar o termo ‘subemprego’ mas é mais ou menos isso. E a morosidade está também na vida dos seus vizinhos, que só aparecem em cena para recolher cocô de cachorro, cuidar do jardim, dirigir em círculos pelo bairro para fazer o filho bebê dormir. Nicole não se identifica com a rotina de sua cidadezinha québécoise, está insatisfeita com sua vida, mas também não sabe muito bem para onde ir.

Não quero ficar contando muito sobre a história, mas ‘Tu dors Nicole’ é um filme que vale a pena ser visto. Acho que ele traduz um pouco o que é a vida numa cidade pequena daqui e essa crise dos 20 (me pergunto se a crise dos 20 passa, acho que vivo em ciclos de crise existencial desde a adolescência. Há!). E pontos extras pela fotografia linda demais.

Ficha técnica:

‘Tu dors Nicole’ (2015)

Direção – Stéphane Lafleur

Roteiro – Valérie Beaugrand-Champagne & Stéphane Lafleur

Cinematografia – Sara Mishara

Elenco – Julianne Cote, Catherine St-Laurent, Francis La Haye, Simon Larouche e Marc-Andre Grondin

:)

Ah, les temps des sucres…

A primavera definitivamente não é minha estação favorita… especialmente aqui no Québec, onde ela é curta demais, indecisa demais, chuvosa demais… e março também não é dos meus meses favoritos. Mas uma das coisas que eu amo fazer todos os anos nessa época é sair da cidade, ir até uma cabane à sucre e encher o bucho de comida pesada regada à maple syrup.

Depois de ter ido nos dois últimos anos à ‘Sucrerie de la Montagne‘ (ainda suuuper recomendo!), a escolhida desse ano foi a ‘La Branche‘ em St-Isidore. Comida boa, ambiente gostoso, e a promessa de voltar lá no outono pra mais uma sessão de comilança, dessa vez, regada de cidra, vinho e colheita de maça. <3 Ah, a sazonalidade!!

Detalhe interessante dessa região são as fazendas eólicas, que eu achava que só existiam na Gaspesie… Foi uma surpresa quando passei sem querer por elas no verão passado indo para a casa de uns amigos. E hoje elas deram um charme extra no caminho até a cabane. Na volta o tempo fechou e a foto acima comprova que mal dava pra ver qualquer coisa. Ah, a primavera no Québec! Me lembrem de voltar num dia ensolarado para tirar mais fotos!

:)

Embalou o post:

Pensamentos randômicos…

Hey peeps…

Das coisas que andam na minha cabeça ultimamente.

Ovos mexidos perfeitos. Eu sou uma pessoa que ama tomar café da manhã… daqueles supercompletos e caprichados. Infelizmente, eu também sou uma pessoa extremamente enrolada para sair da cama durante a semana, ou seja, apesar de eu nunca deixar de tomar um café da manhã, só nos fins de semana consigo me organizar para fazer do jeitinho que eu gosto. E do jeitinho que eu gosto envolve ovo. Ovos mexidos de preferência, especialmente depois de eu ter descoberto essa técnica do Gordon Ramsay’s. Os ovos ficam perfeitos! Cremosos na medida (e na grande maioria das vezes não uso creme fraiche, ou qualquer tipo de creme pra falar a verdade) e deliciosos.  A química da culinária para mim é algo fascinante – você altera a ordem dos ingredientes e o calor e o resultado é completamente diferente.  Deliciosamente diferente! Nham!

– Pagamento de contas no Canadá. Não se trata de uma reclamação, afinal eu uso a internet para pagar todas as minhas contas mensais, e boa parte das mais frequentes. Contudo, eu sempre vou estranhar quando aparece aquela conta em que o único método de pagamento de é enviar um cheque pelo correio. Seria tão mais fácil (para mim… hehe) fazer uma transferência eletrônica…

– Outono. Os sinais já estavam vindo… mas foi só o outono chegar oficialmente e as árvores resolveram mudar de cor mais rápido. E vi a primeira revoada de passarinhos rumo ao sul. E já tomei minha primeira sopinha de abóbora da temporada. E hoje comi algumas várias maçãs. E estou com
planos de fazer uma fornada de pêras e pêssegos assados com sirop d’érable . Eu adoro este exato momento do Outono. Mais umas semanas, quando as árvores estiverem peladas e tudo estiver escuro, começa a torcida para começar a nevar!

– Receberei visitas ilustres do Brasil. Meu primo e a noiva (que eu não conheço pessoalmente ainda – quase 4 anos sem ir ao Brasil dá nisso!) virão pra cá no fim do ano e eu estou super animada! Eu sempre brinco que a maior prova de carinho é vir visitar no inverno!! hehe… E não vejo a hora de curtir o inverno com eles.

– Amo Verdun. Ainda quero escrever mais sobre, mas por enquanto digo que estou super feliz e satisfeita em estar morando aqui.

– Japão. Mas isso também fica para um outro post.

:)

 

Temps des sucres…

Independentemente da primavera estar teimando em não chegar, já dei início aos trabalhos primaveris indo a uma cabane à sucre (e, sendo honesta, comendo tires d’érable aqui e ali).

A escolhida foi a mesma do ano passado. E como no ano passado, comi até o estômago não poder mais dilatar. Comer numa cabane à sucre não é para os fracos! Entre a comida ser à vontade e ser pesada, impossível não terminar uma refeição querendo ir direto pra cama tirar uma sonequinha digestiva.

Espero conseguir ir em mais uma esse ano para poder comparar. Adoro a Sucrerie de la Montagne, mas não duvido que existam outras por aí ainda mais gostosas.

:)

Descobertas musicais de 2013…

Montréal é uma cidade que produz música muito da boa. Então, como o clima é de retrospectiva, fica aqui minha listinha de bandas locais que eu descobri neste ano* e curti. Não estão necessariamente em ordem de preferência.

Xavier Cafeïne

The Franklin Electric

Life in Winter

Para ouvir ‘Wood Fire’ acesse aqui.

Half Moon Run

The Damn Truth 

:)

* Algumas podem nem ser bandas novas, ok? São apenas as que meu ouvido escutou e gostou.

MBAM & La Pastèque…

Fica a dica de programinha gratuito e legal que está rolando por aqui.

Em comemoração aos 15 anos da editora La Pastèque, 15 artistas criaram quadrinhos inspirados em obras da coleção do museu. Uma delícia!

Confesso não ser super fã de quadrinhos, mas o pouco que eu conheço li de BD québécoise, veio da La Pastèque. Inclusive, tanto Michel Rabagliati quanto Isabelle Arsenault fizeram parte deste projeto.

Para saber mais é só clicar aqui.

E para terminar, videozinho sobre o processo criativo de um dos bédéistes. Os quadrinhos do Patrick Doyon, inspirados num dos coelhos do Barry Flanagan, foram um dos meus favoritos da exposição.

:)

Chocolat Favoris…

A National Geographic publicou uma lista chamada ‘Canada’s 50 Places of a Lifetime‘ e Québec está entre eles… o que achei legal é que um dos passeios que eu fiz com a Amiga nas férias (e que eu queria comentar aqui) está na lista.

Então, se você gosta de sorvetes, pegar a balsa até Lévis e tomar um sorvete delicioso (e comprar uns docinhos também) no ‘Chocolat Favoris’ é uma obrigação!! Bonus points se você for no fim da tarde… Olhem a vista horrível da balsa:

A primeira pessoa que e falou dessa sorveteria foi um colega de trabalho e ele foi tão enfático no ‘você TEM que voltar a Québec no verão para tomar o sorvete do Chocolat Favoris… a escadaria é enorme, você provavelmente vai se perder para chegar até lá, mas vale a pena’ que não quis perder a oportunidade. E realmente, a escadaria fez meu joelho tremer, é fácil de se perder, mas o sorvete, e o chocolate, e os docinhos que pegamos para nos distrair na viagem de volta, compensaram!!

foto roubada da amiga… esse é o ‘pequeno’!

Para saber mais:

Chocolat Favoris

32, Ave. Belgin – Lévis

:)

Eu queria escrever sobre as minhas férias…

e organizar a bagunça que é a minha casa neste exato momento.

Até comecei a me organizar, com agenda e metas e listas para cada dia… e minha casa já está com uma aparência um pouco melhor… mas é só eu sentar a bunda na cadeira em frente ao computador que a coisa desanda.

Enfim, um pequeno desabafo de alguém que precisa mudar, mas não sabe por onde começar.

E para não dizer que não falei das férias, elas começaram com…

:)