“Que há num simples nome?”

Das coisas bobas que eu achava que não iria me irritar por aqui, mas que irrita? Meu nome completo. 

Explicando… Meu nome completo é Juliana de Fulano e Beltrano… E no Brasil desde quase sempre fui conhecida como Juliana de Fulano (graças à professora da 1a série e a outra Juliana da sala, que dividia comigo o sobrenome Beltrano). 

Avançando a história, aqui no Canada é impossível fazer alguém entender os conectivos ‘de’ separado do sobrenome ou, pior, o ‘e’. Na prática, isso significa que eu praticamente não tenho um documento com o meu nome completo correto. Entre ‘DeFulano’, Del Fulano, De Fulan, DeFulano E. Beltrano (alguns entendem que o ‘e’ é uma abreviação de outro sobrenome), e todas as permutações possíveis, eu já estou esgotando o espaço nos formulários que perguntam por quais outros nomes eu sou conhecida… :/ 

Fora o problema legal da coisa… não acho nada bom ter tantas variações do meu nome em tantos documentos diferentes. Até hoje não chegou a ser um problema de fato, mas sei lá… Vai que um dia isso me impeça de comprar um imóvel, ter um cargo público, etc… Enfim, me incomoda. Já disse que gosto de dramatizar meus problemas, não!? 

O que me dá um pouco de esperança é que dia desses, enquanto olhava o formulário do pedido de cidadania (está chegando!! yay!), vi um campo onde é possível solicitar que um nome diferente do que está no documento de imigração apareça no certificado de cidadania… E aí me pergunto… Será essa a minha solução!?  Será que o CIC aceitaria, pelo menos, tirar meus conectivos do mal? Apesar de preferir ser conhecida como Juliana Fulano, aceito numa boa ser Juliana Fulano-Beltrano. E se o CIC aceitar, será que eu posso, com base no meu documento de cidadania, solicitar a mudança do meu nome em outros órgãos públicos (Revenu Quebec, Revenu Canada, SAAQ, assurance maladie, yada yada)?

Coisas a serem pesquisadas… hehe

:)

Post inspirado na minha experiência dessas últimas semanas… por conta do meu trabalho, a cada dois anos tenho que renovar meus antecedentes criminais canadenses… sempre um saco preencher o formulário por conta dos trocentos nomes diferentes… Dia desses tive que fazer um documento e, na hora de ir buscá-lo, obviamente meu nome estava errado (a coisa sempre começa com o funcionário não encontrando meu nome no sistema, tive que dar meu número de dossiê)… depois de passar quase uma hora conversando com mais de uma pessoa, de explicar o significado dos conectivos, que o ‘e’ não era abreviação, eu ganhei o nome de Juliana de Fulano A. Beltrano… 

 

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7 pensamentos sobre ““Que há num simples nome?”

  1. Oi Juliana, bah que confusão…. Não entendo qual a dificuldade de simplesmente COPIAR o que você escreveu. Também não vejo necessidade de ficar dando explicações sobre significados de “de” e “e” se não for por curiosidade. Você vem de uma outra cultura, é óbvio que o sobrenome não vai se assemelhar aos canadenses… isso irrita um pouco. Eu ACHO que não vou ter problemas com isso, apesar de ter um segundo nome próprio (Júlia) tenho apenas um sobrenome, sem conectivos e não mudei meu nome quando casei.

    Cidadania já, que bacana!!!!! :D

    Beijos,
    Ana.

    • Já tive problemas com campos que não comportam tantos nomes e sobrenomes… Às vezes entendem o ‘de’ como um sobrenome… Enfim… um problema que me dá dores de cabeças pequenas de vez em quando, e que me dá medo de causar dores de cabeças grandes no futuro…

  2. OI Juliana, quando fiz meu processo de cidadania pedi o nome completo do Brasil, com fulano de beltrano. Depois de uns meses mandaram uma carta para eu justificar o pedido. Achei no formulário de imigração um campo onde estava meu nome completo, pois tanto a carte soleil quanto a permis de conduire estavam com meu nome encurtado. No fim aceitaram meus 4 nomes. Agora consegui ter a permis com quatro nomes, mas não a carte soleil, por falta de espaço físico.
    Apesar de ter um nome diferente em cada lugar, consegui uma hipoteca. No Brasil estaria perdido.

  3. Juliana de Fulano e Beltrano,

    Eu vivo o mesmo problema, meu nome é Sandro Fulano de Tal, sendo que “Fulano de Tal” é o sobrenome do meu pai, do meu avo, etc… e não uma junção dos sobrenomes de pai e mãe.

    Quando fiz o processo de imigração tentei dar uma de esperto e coloquei só o Tal como sobre nome, ficando primeiro nome: Sandro, Nome do meio: “Fulano de” e sobrenome Tal. Resultado: a maior confusão. Pra piorar o cara que fez meu Nas, tirou o “de” porque não cabia ficando: Sandro Fulano Tal. E no trabalho o meu registro ficou assim.

    Nos formulários de cidadania mandei colocar o sobrenome completo Fulano de Tal, esse é o meu nome e ponto final, não tenho culpa se aqui existe esse limite de 2 nomes apenas. Na pior das hipóteses meto hífens Fulano-de-Tal.

    Pior é minha esposa, que além dos nomes de casada e solteira ainda tem 3 sobrenomes no nome de casada: Adriana de Ciclano Fulano de Tal! Na cidadania pedimos para ficar com o sobrenome de solteira: Adriana Banana de Ciclano.

    Esperamos o fim do processo de cidadania para a primavera, até agora não reclamaram de nada!

  4. Caraca, que confusão! Digo isso não apenas sobre o seu caso, mas sobre os outros casos que comentaram aqui também… Por enquanto, não tive variações no meu nome, ele ficou Fulana Tal, Lidia em todos os documentos, acho que é porque não tem nenhum “de” no meio e também porque eu tentei manter um padrão em todos os formulários. Como são nomes curtos, sempre cabem nos formulários.

    Eu não tenho nenhuma exigência quanto aos meus nomes e, se fosse fazer a minha vida mais fácil, eu tiraria um deles sem pestanejar. A minha sogra retirou o nome do meio dela (que tinha um ~ pra lá de chato) na hora do processo de imigração e ela é Ilka Beltrana há anos feliz da vida. (Mas isso sou eu, que acha que sobrenome é uma invenção aristocrática sem cabimento e como pessoa com ideologias anarquistas acho que não deveriam existir nem sobrenomes nem cidadanias… Enfim, abafa o caso!) =P

    Beijos,
    Lidia.

  5. Olás! meu nome é Maria Cristina N. P.. No processo de imigração indiquei o N. P. como meu sobrenome, mas alguma criatura no consulado em SP decidiu que só o P era meu sobrenome. Questionei quando recebi os papéis e a explicação foi: Na assinatura está o nome completo, é lá que conta’. Não era. Quando fui fazer meus documentos aqui, só aparece o P, o que me deixa brava, já que eu nem usava essa parte do sobrenome no Brasil, e nem é tão fácil de pronunciar como o N é. Também andei olhando o formulário de cidadania, e é lá que tenho esperança de voltar a ser a MCNP. Boa sorte para nós e nossos nomes latinos!

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